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20090224

Deixo à V.ª consideração ...

"Boa tarde,

Esta é a petição dos trabalhadores da DRE-Centro. Lutamos pela permanência desta delegação em Coimbra, assim como os postos de trabalho de todos os seus trabalhadores.

Para a assinarem basta aceder ao seguinte endereço: http://www.petitiononline.com/DREC/petition.html.

É urgente a sua assinatura e divulgação para conseguirmos as 5000 assinaturas.

Obrigada a todos,

..."

20081223

Visita Turística ao Tarrafal

A entrevista de Margarida Moreira, ao Correio do Minho, não nasce do acaso natalício, mas de uma estratégia bem delineada, nomeadamente quando a Região Centro aderiu à revolta da Bounty e a Região Norte ainda tem franjas no baloiço. De facto, esta entrevista e as orientações/instruções da DREN sobre os Conselhos Executivos, mesmo antes do nrmativo do simplex 2 ter sido passado pelo Diário da República, teve efeitos imediatos em algumas das escolas da região, em que os medos/receios de alguns professores, como os da Escola Secundária de Alberto Sampaio de Braga, tendem a furar a solidariedade profissional contra a Tutela, nomeadamente quando pensam que nunca mais vão subir na carreira e quando consideram que o Governo dos mil anos tem pernas para andar ou quando pensam em desemprego, etc. (existem sempre inúmeras razões/desculpas para justificar o que não tem justificação...).
Se, estas almas perdidas tivessem vivido antes do 25 de Abril de 1974, estariam a chafurdar na merda e a comer os dejectos das masmorras do medo. Mas, muitos outros arriscaram contra o medo e perderam o emprego, foram presos e passaram por diversos SPAs da PIDE, acabando a vida na frigideira do Tarrafal.
Hoje, nada disso existe e no entanto o medo patológico, de cada um, condiciona a nossa riqueza (pobreza) relativa/comodismo.
Discordo da posição destes professores, mas sou obrigado a aceitá-los, porque os conheço, em termos de ética, de dignidade pessoal e profissional, e sei que a gestão dos medos em termos da psicologia de massas (William Reich tenta responder a este tipo de situações), perante o uso maciço da propaganda manipuladora das ameaças veladas por parte do Governo, via controlo dos Media, pode ter efeitos devastadores sobre as pessoas.
Aqui não existem heróis ou covardes, mas pessoas comuns que assumiram compromissos familiares e agora sentem-se inseguros (informação assimétrica), principalmente quando se vive uma situação económica de crise de proporções ainda desconhecidas.
Armando Nina, Professor Titular da ESAS

20080720

A EDUCAÇÃO E OS CRÍTICOS por António Brotas

O Problema da Educação em Portugal não está só nos erros e insuficiências de quem governa mas, também, na quase absoluta falta de propostas (e muitas vezes ignorância) dos seus habituais e quase direi encartados críticos.

Tomemos o exemplo do crescimento anómalo este ano das notas de Matemática do Secundário em que o Ministério quis ver o resultado das medidas que recentemente tomou para melhorar o ensino da disciplina. Um senhor permitiu-se mesmo aparecer na Televisão a dizer que os pontos tinham sido elaborados segundo critérios científicos. Contra esta risível opinião a Doutora Filomena Mónica emitiu uma violentíssima critica largamente referida na Comunicação Social , em que afirmou que para melhorar o ensino da Matemática era necessário formar professores e melhorar o ambiente das escolas.

FM teve, certamente. razão no que disse, mas ignorou que temos actualmente (e sempre tivemos) muitos professores capazes de ensinar bem Matemática. O problema da melhoria do nosso ensino da Matemática não é, assim, um problema a resolver a prazo. É, fundamentalmente, o problema de sermos capazes de utilizar os nossos melhores professores (do Secundário e do Superior) para definirem os programas, elaborarem os pontos, reciclarem os maus professores e, naturalmente, formarem científica e pedagogicamente os professores do futuro.

Tivemos, no inicio dos anos 70, uma excepcional experiência em termos europeus de ensino da Matemática: a das turmas experimentais do 11º ano orientada pelo Professor Sebastião e Silva, que, infelizmente, morreu pouco depois e não pôde dar continuidade a este seu trabalho, que deveria ter influenciado todo o ensino português. Da experiência dos anos 70 ficou um Compêndio policopiado que, depois do 25 de Abril, o Gabinete de Estudos e Planeamento do Ministério editou em livro, em tiragens de 20.000 exemplares, conjuntamente com um Guia para os professores. Estes livros não se encontram hoje à venda em parte alguma.

O Ministério daria um imediato e grande contributo para o ensino da Matemática se reeditasse este Guia de autoria do Professor Sebastião e Silva e o fizesse distribuir a todos os professores do Secundário. Muito em particular, eles podem nele encontrar conselhos muito úteis e oportunos sobre o tipo de perguntas que se devem fazer nos exames. (13/07/08)

António Brotas
Antigo Director do GEP do Ministério da Educação e Professor Jubilado do IST

Pérolas da Matemática .... [II]

20080312

A Todos os Sindicatos de Professores!

Uma luz ao fundo do túnel ou o comboio que vem lá?!

100 Mil professores atentos! 100 Mil professores indisponíveis para ceder em diferentes aspectos cruciais e que determinaram, para surpresa de todos, a união de uma classe considerada, desde sempre, desunida! Queremos a alteração do ECD! Da Avaliação! Da Gestão! E queremos, neste momento, saber que diálogo podem ter os sindicatos com o Ministério da Educação que lhes virou as costas até ao dia em que, sindicatos e professores, juntos, marcharam até ao Terreiro do Paço, para mostrar a sua indignação! A Senhora Ministra traiu os professores, mas, um dia, deixará para sempre o governo! Vocês ficam! Nós também…

João Luís

20080311

Assembleia da República vai voltar a debater a avaliação dos professores!

“A Assembleia da República vai voltar a debater a avaliação dos professores, no dia 26 deste mês, a propósito de projectos do PCP e do CDS-PP que pedem ao Governo a suspensão do processo. “ (Portugal Diário)

E se, de repente, a meio da semana, dia de pouco trânsito na capital, voltássemos todos? 100Mil mais os 43 Mil que não puderam ir (alguns, em formação na Curia, até foram surpreendidos pela presença inesperada da nossa amiga Maria de Lurdes Rodrigues) seriam suficientes para a Senhora Ministra perceber que não vamos desistir de lutar pela alteração do Estatuto da Carreira Docente e por uma Nova Avaliação do Desempenho? Dia 26 de Março parece-me um bom dia para visitar a Assembleia da República…

João Luís

20080310

A AVALIAÇÃO NA BÉLGICA

«É importante que o Ministério da Educação, antes de tentar impor uma reforma global que pode estar radicalmente errada, se procure informar sobre as formas de avaliação dos professores adoptadas noutros países da Europa, que parecem serem razoavelmente aceites pelos seus professores. A Comunicação Social pode dar, neste assunto, uma importante ajuda. No Sábado passado, vi na televisão, num curto programa, um professor explicar que, quando na Bélgica, o director de uma escola recebe a indicação de um professor não estar a desempenhar convenientemente as suas funções, pede ao Ministério para nomear uma comissão para o avaliar. Penso que uma medida deste género, desde que convenientemente negociada, pode ser aceite pelos Sindicatos e Comissões de Pais portugueses. Os maus e muito maus professores são poucos, mas existem, e há que proteger os estudantes de a eles estarem sujeitos.

O ensino português pode melhorar com simples medidas de bom senso. No caso citado, o Ministério, em vez de procurar avaliar simultaneamente 140.000 professores, tem, simplesmente, de promover a criação de órgãos especializados para avaliar a competência dos relativamente poucos professores suspeitos de não serem competentes. A estes, devem ser dadas todas as garantias como, por exemplo, a de poderem designar dois elementos para integrarem a comissão encarregue de os avaliar.

O Ministério deve, também, criar órgãos vocacionados para detectar os muito bons professores, que são o património mais valioso de um sistema educativo, e que devem, depois, ser utilizados pelo Ministério como motores da melhoria do nosso sistema de ensino. Numa avaliação global, simultânea e esquemática, estes melhores professores correm o sério risco de não serem considerados aptos para serem professores titulares, e serem assim impedidos de influenciar o evoluir das próprias escolas. E corremos um outro risco: o de alguns dos piores professores se tornarem “especialistas em serem avaliados” sendo assim seleccionados para professores titulares e passando a influenciar fortemente o futuro do nosso ensino.

António Brotas,

Antigo Secretário de Estado e Director do Gabinete de Estudos e Planeamento do Ministério da Educação. »

TAKE TWO

"Se a Senhora não sai e Sócrates não a tira, talvez esteja na hora de mostrar a porta de saída ao governo…é só uma questão de juntar no Terreiro do Paço todos os que, no país, estão descontentes! Vamos pensar nisso?"

A palavra a José Luís

José Sócrates anunciou hoje à RTPN que as políticas de educação vão ficar na mesma! Nada será alterado. Anunciou que a Senhora Ministra vai dialogar com o Conselho de Escolas, com os Conselhos Executivos que, ao que consta, já começaram a ser convocados! E se o Conselho de Escolas resolvesse fazer ouvir a voz de protesto dos professores e se se demitisse? E se os Conselhos Executivos se demitissem também? Contribuiriam ou não para mostrar à Senhora Ministra que a Indignação é de TODOS os docentes? Mesmo do Conselho de Escolas! Mesmo dos diferentes Conselhos Executivos! Têm ou não estes Conselhos o dever de fazer eco da vergonha deste modelo de escola que levará, indubitavelmente, Portugal à mediocridade generalizada? Tem ou não o Conselho de Escolas, nesta altura crucial de mudança, a obrigação de REPRESENTAR os professores e os seus protestos? Têm ou não os Conselhos Executivos deste país, neste momento histórico de união, a obrigação de não voltar as costas a todos aqueles que os elegeram? Ficamos todos à espera de saber a que acordo chegam com Maria de Lurdes Rodrigues, numa altura em que 100.000 professores disseram, inequivocamente, que estão dispostos a tudo pela educação em Portugal! Ficamos todos à espera de saber de que lado estão!

JLuis

20080307

Mais outro texto solidário!

[07-03-2008]
Como nos escreveu Maria Amélia Campos, a escola pública não é hoje uma escola de elites, mas de massas, que se pretende integradora e inclusiva. Muitas vezes, acabam por ser os professores a procurar corrigir desvios sociais que não lhes competem, como pagar, do seu bolso, alimentação a alunos com fome.
Os professores não são operários numa linha de montagem, nem a escola é uma fábrica a trabalhar de empreitada numa concorrência desenfreada, para atingir "melhores resultados", nem tão pouco os alunos são roscas e parafusos, para atarraxar como calha.
Há um enorme aventureirismo nas medidas que o governo quer impor à força. Não se podem decalcar reformas educativas de outros sistemas para o nosso, sem primeiro as estudar e fasear.
Mas eles não entendem, nem querem entender. Estão convencidos que são o Estado, que são a Lei, que são a Escola. Ainda não perceberam que não têm nenhum "mandato divino" para exercer o Poder em nome do Povo.
Os protestos sucedem-se. Nunca nenhum governo democrático conseguiu provocar tamanha unidade dos docentes contra as suas políticas educativas. Os ataques sistemáticos à dignidade profissional da classe docente, culminando no modelo iníquo de avaliação de desempenho e no novo modelo de gestão, levaram à unidade progressiva dos professores e à tomada de consciência que está em marcha uma "reforma" subordinada a uma agenda política oculta. O principal alvo é a escola pública e a qualidade do ensino, para abrir caminho aos negócios privados, tal como tem vindo a acontecer no sector da saúde. »
Continuação

20080306

Aviso


"Colegas leiam e passem ao maior número de pessoas, professores ou não, que conheçam.
Está no site do SPGL mas como está com erro aqui vai o texto.
Atrevo-me a dizer não permitam que nos obriguem a fazer formação aos sábados. No Estatuto da Carreira Docente a formação está prevista, penso eu no Artº 109 e claro que não é ao sábado."


[desconheço a autoria]

De extrema pertinência e utilidade! Colaboremos p.f.



«Caro(a) Professor(a),

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vem solicitar a sua preciosa colaboração num processo de recolha de informação, que visa obter dados realistas e fidedignos sobre a efectiva Carga Horária e Número de Turmas e Alunos atribuídos aos docentes do Ensino Pré-escolar,
Básico e Secundário. Esta informação, centrada no docente e no seu quotidiano, não se encontra convenientemente apurada nem sistematizada pelos serviços competentes do Ministério da Educação, que se limitam a contabilizar o número de alunos e docentes, estabelecendo – a partir desses contingentes –, indicadores que não reflectem a realidade escolar.

No caso do rácio de alunos por docente, por exemplo, segundo o Ministério da Educação teríamos no ano lectivo de 2005/06 os seguintes valores: Ensino Pré-escolar - 15,7 alunos por docente (rede do ME) / 1º Ciclo Ensino Básico – 13,6 / 2º Ciclo Ensino Básico – 7,6 / 3º Ciclo Ensino Básico e Ensino Secundário - 7,3 (considerando apenas os dados relativos aos Cursos Gerais).

Não é necessário evidenciar o profundo equívoco a que estes rácios conduzem, e que está na base de uma discussão que – sem verdadeira razão – deixou de fazer parte do debate da Educação em Portugal: a questão dos recursos humanos necessários a uma verdadeira promoção do sucesso educativo e a um efectivo combate ao abandono escolar (e que
não ficam resolvidos por simples obtenção de estatísticas, decorrente em muitos casos de políticas que reduzem a exigência das aprendizagens e da avaliação dos alunos). O sucesso educativo e a redução do abandono escolar não são fins em si mesmos, devendo antes ser
encarados enquanto estratégia para alcançar objectivos de maior e mais profundo alcance, as finalidades mais nobres da própria educação: formar cidadãos livres, autónomos e preparados para enfrentar os complexos desafios do mundo contemporâneo.

O Bloco de Esquerda pretende assim inverter alguns dos termos em que se tem equacionado a questão da Educação. Trata-se de criar as condições necessárias para que os professores possam efectivamente conhecer e acompanhar os seus alunos, o que é incompatível com o
elevado número de turmas e de alunos de que cada docente é responsável, e que pretendemos conhecer com o presente inquérito, em Anexo.

Agradecemos por isso o preenchimento directo do documento em Anexo (ou da sua impressão), e o envio para o endereço:

educacao_be@be.parlamento.pt ou para o Fax: 21 391 74 59.

Solicitamos igualmente, e agradecemos, que nos ajude a difundir este inquérito junto dos colegas que conheça. A obtenção do maior número possível de respostas permitir-nos-á obter um resultado que assegure a necessária representatividade estatística da informação.

Com os melhores cumprimentos,

Ana Drago
(Deputada Parlamentar do Bloco de Esquerda)

Nuno Serra
(Assessor Parlamentar do Bloco de Esquerda para a Educação e Ciência)»


PDF aqui (se quiserem em word, enviem-me um mail, ok?)

Nota - Não sou filiada no BE e isto não é propaganda. Simplesmente acho esta iniciativa óptima.

20080305

"A revolta dos professores" por Santana Castilho

«Os docentes não suportam mais a indignidade com que têm sido tratados

Há evidências incontestáveis: as manifestações dos professores um pouco por todo o país (Viseu, Guarda, Braga, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Setúbal e Faro), que culminarão com a anunciada marcha de 8 de Março, expressam a revolta dos docentes, que não suportam mais a indignidade com que têm sido tratados.

Sinistramente, primeiro-ministro, ministra da Educação e secretários de Estado começaram por incendiar a sociedade contra os professores. Entre outras, propalaram falsas ideias (que nesta coluna desmenti, com recurso a estatísticas da UE), segundo as quais os professores teriam fartos privilégios, ganhando mais que os colegas europeus e trabalhando menos que eles, apesar de serem (assim insinuaram) os responsáveis principais pelos elevados níveis de abandono e de insucesso escolar que caracterizam o sistema de ensino. Depois, seguiram-se as previsíveis medidas "moralizadoras" das quais recordamos três:

1. O horário de trabalho dos professores foi drasticamente aumentado. A incontinência legislativa deste governo inundou as escolas de decretos, portarias, despachos e circulares, que tornaram a vida dos professores num inferno de cumprimentos burocráticos inúteis. As alterações das reduções de tempo de serviço em função da idade e da própria idade de reforma, como é sabido, tornaram mais penoso o exercício profissional em contextos de maior debilidade física. Escravizaram-se muitos professores, obrigando-os a permanecer nas escolas sem condições nem motivo (a farsa e a desumanidade de muitas "aulas de substituição") e vergaram-se muitos outros a exercícios profissionais próprios de auxiliares ou de amanuenses. Quem resista fisicamente e queira cumprir, pode ter que trabalhar hoje mais de 50 horas por semana. Como contrapartida, reduziram administrativamente os salários e aprestam-se agora a "depurar" o sistema, recambiando para o quadro dos disponíveis, com as desumanas consequências inerentes, os professores doentes, que consagraram vidas inteiras à Escola e ao ensino.

2. A fractura da carreira única em duas, com a emergência dos professores titulares, foi servida por um processo escabroso. É impossível descrever ao cidadão comum o quadro de injustiças cometidas. A insanidade que queimou carreiras e dedicações de vidas à aleatoriedade dos últimos sete anos, provocou chagas incicatrizáveis no tecido social das escolas. É simplesmente insuportável que um estalar de dedos ministeriais ponha à frente dos melhores muitos dos menos preparados, dos menos formados, dos menos experientes, dos menos competentes.

3. O modelo de avaliação do desempenho que se quer impor é insensato e irresponsável: como compreender que se seja penalizado por parir ou ficar viúvo? É tecnicamente medíocre: a formulação de descritores, por exemplo, entrou em roda-viva de apressados improvisos (vide o escabroso caso debatido na Assembleia da República), quando a validade de qualquer deles passaria obrigatoriamente por exercícios de pré-testagem, que não estão previstos. É leviano nos prazos que impõe: é factualmente impossível cumprir um digrama de execução daqueles em coincidência com o período de maior concentração de tarefas escolares. É fantasioso numa sujeição a emanações teóricas e científicas de órgãos que, previstos, nunca foram constituídos: onde está o decantado conselho científico? Está eivado de critérios ridiculamente subjectivos: como se mede a relação de um professor com a comunidade?

Num debate televisivo recente, a ministra ripostou a uma interveniente que não interessavam as pessoas mas sim as políticas. Enganou-se. São as pessoas que definem as políticas. E quando na defesa dessas políticas permitem que se crie o ambiente que hoje se vive, transformando as suas relações com a sociedade que governam num caso continuado de tribunal, só sobra uma solução: a saída dessas pessoas.

Professor do ensino superior»

Fonte: O Publico - A revolta dos professores, Santana Castilho, 05.03.2008

20080304

Vocês conseguem! [Nós conseguimos]

"Professores, vejam bem a vossa força! Ministra volta à RTP! O Partido Socialista organiza, uma semana depois, uma manifestação de apoio! Não sei se a Sócrates…se à Ministra…se à destruição do Serviço Nacional de Saúde…se ao caos em que transformaram o Sistema Educativo, se ao não cumprimento das promessas feitas antes de subirem ao poder, se ao congelamento de salários…se às assimetrias crescentes entre todos nós! E nós cá estamos! Determinados! Decididos! Unidos e sem vontade de desistir! Depois de a Senhora Ministra ter tentado dividir! Ter tentado separar Professores e Professores Titulares…Professores e Conselhos Executivos…Professores e Pais…Professores e Sociedade…Professores e Sindicatos…ficámos tão sós que sentimos necessidade de dar as mãos e caminhar na mesma direcção! Ontem éramos 1000…5000…10000…20000…amanhã seremos muitos, muitos mil! Dia 8 de Março, todos e tudo por Portugal!"

Protesto dos docentes - Esc. Sec. de Bocage - Setúbal

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ESCLARECIMENTOS SOBRE A AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO

Fonte: SPRC

1. Todos os actos administrativos decorrentes dos despachos de 24 e 25 de Janeiro, respectivamente, do Secretário de Estado Adjunto e da Educação e do Secretário de Estado da Educação, se encontram suspensos, na sequência de cinco providências cautelares interpostas pelos Sindicatos de Professores, tendo o ME sido citado em relação a todas elas (consequências previstas no artigo 128.º do CPTA);

2. Por essa razão, o ME foi obrigado a suspender os prazos que tinha estabelecido, para que as escolas avançassem com os procedimentos internos obrigando-as a aprovar os seus próprios prazos;

3. Simultaneamente, contrariando os Tribunais, tornou públicas orientações sobre procedimentos a adoptar pelas escolas neste âmbito, em papel apócrifo, divulgado no site da DGRHE;

4. Do texto referido no número anterior, já os Sindicatos apresentaram a respectiva queixa no Tribunal, requerendo que seja declarada a ineficácia de todos os actos de execução indevida produzidos a partir do momento da citação do ME;

5. De igual forma, será apresentada queixa em relação a qualquer procedimento interno das escolas (por exemplo, aprovação de instrumentos de registo ou indicadores de medida nos conselhos pedagógicos, aprovação de objectivos individuais de avaliação, entre outros) que configure ilegalidade e/ou desobediência aos tribunais;

6. Esta suspensão manter-se-á até ao momento em que, eventualmente, as cinco providências cautelares sejam declaradas não providas. No entanto, basta que uma obtenha provimento para que a suspensão se mantenha em todo o país;

7. Com o objectivo de criar ainda maior confusão, a DGRHE divulgou, na sua página, uma circular datada de 26/2/2008 sobre avaliação do desempenho. Do conteúdo dessa circular nada há a dizer. Contudo, deveria aquela referir que a sua aplicação está dependente da cessação da suspensão;

8. Quanto à contagem do tempo de serviço que, eventualmente, não seja avaliado, como é evidente, não estará posta em causa, na medida em que a inexistência de avaliação não é responsabilidade dos docentes;

9. Portanto, a FENPROF apela a todos os professores e educadores para que, na defesa dos seus direitos, se mantenham atentos a qualquer manobra que vise desrespeitar a lei. Não podemos pactuar com ilegalidades e/ou actos que constituam desobediência aos tribunais e/ou aos quadros legais em vigor;

10. Qualquer situação dúbia com que os docentes se confrontem nas escolas deverá, de imediato, ser apresentada junto do seu Sindicato;

11. A FENPROF reafirma que não tem qualquer sentido nem exequibilidade lançar qualquer processo de avaliação do desempenho rigoroso nesta fase do ano lectivo, já que, neste caso, a sua pesada burocracia e ocupação temporal implicaria afastar os professores da sua actividade profissional qual é, fundamentalmente, ensinar;
12.
Por fim, a FENPROF reafirma que discorda profundamente do regime de avaliação imposto pelo ME e tudo fará no sentido da sua rápida substituição por um modelo que contribua para valorizar a profissão e melhorar o desempenho dos docentes e as boas aprendizagens dos alunos.
Lisboa, 3 de Março de 2008

O Secretariado Nacional

"Esta tentativa descarada por parte da Televisão Pública de serenar os ânimos não resultou!"

A revolta era grande! Hoje ficou maior! Esta tentativa descarada por parte da Televisão Pública de serenar os ânimos não resultou! Nem poderia! Não estamos a lutar pelos vencimentos congelados que temos há anos! Estamos a lutar pelo futuro dos nossos filhos! Estamos a lutar por Portugal! São os futuros políticos que estão hoje nas nossas mãos! Os futuros médicos! Os futuros advogados! Os futuros Juízes! Os futuros jornalistas! Os futuros isto e aquilo que hão-de ou não fazer deste país um Portugal melhor ou nem por isso! A RTP, depois do debate aceso da última semana e do abrir de olhos, lento, é certo, desta sociedade tomada pela Ministra desde a primeira hora, convidou os amigos da senhora para varrer a má impressão e a falta de senso deixadas. A jornalista, talvez com ambições políticas, esforça-se por limpar o sorriso negro da Ministra e do qual todos os Portugueses, a pouco e pouco, se vão apercebendo! A revolta, hoje, ficou maior! Maior pelo descaramento revelado! Maior pela intenção subjacente! Maior pela sugestão deixada de criar, não sei mesmo se por indigitação, mais interlocutores! Intérpretes para as reformas inexequíveis de um Ministério que tenta, a todo o custo, impor e alargar o caos e a ignorância! Terá sido mesmo este o objectivo de fazer um programa de televisão sobre Educação em duas semanas seguidas? Propor mediadores? Criar, rapidamente, mais um Conselho qualquer que apareça aos olhos da sociedade como representante dos professores? Os professores já têm representantes que cheguem! É a eles que pagam as suas quotas! É neles que confiam! É com eles que exigem que o Ministério se sente à mesa e dialogue! Mais mediadores para quê, se a Senhora Ministra se recusa a falar com os que já existem? Mais mediadores para quê, se a Senhora Ministra já se faz representar, grande parte das vezes, pelos seus dois mensageiros? Se já criou, ela própria, vários Conselhos supostamente para representarem a voz dos professores! O Conselho de Escolas não tem sabido ser suficientemente convincente? Não tem conseguido passar a mensagem proposta pelo Ministério? Quem conseguirá?! Como poderá?! Só Fátima Campos Ferreira! Só ela percebe a Senhora Ministra! Só ela a entende! Só ela a compreende! E, talvez por isso mesmo, a Senhora Ministra utiliza este novo meio de mandar recados! A Ministra disse a Fátima Campos Ferreira que Sentenças transitadas em Julgado não tinham, afinal, transitado em Julgado! E Fátima Campos Ferreira deu o recado a todos os Professores! Será preciso mais mediadores?! Para mim, chega-me esta: Fátima Campos Ferreira! E, como me chega, mas não me satisfaz, no dia 8 de Março lá estarei! De corpo e alma, na esperança de que o país veja na cor da minha roupa a agonia arrastada em que este Ministério da Educação transformou a alegria de 25 anos de trabalho! Que ninguém falte para que Maria de Lurdes Rodrigues e a sua amiga Fátima Campos Ferreira saibam onde estão e quantos são, afinal, os mediadores!

João Luís

20080303

Pragmática do Estatuto do Aluno

“O estatuto de aluno concede-lhe o direito de não reprovar por faltas. Se faltar, o problema não é dele. A escola é que terá que resolver o problema.

Tendo singrado na vida e atingido o fim da escolaridade sem saber ler nem escrever e mesmo sem ter posto os pés nas aulas, o estatuto de cidadão concede-lhe o direito de ter um emprego. Se faltar ao emprego como faltava às aulas, o problema não é dele. O patrão é que terá que resolver o problema.

Se, por um impensável absurdo, for despedido, o problema não é dele. O estatuto de desempregado concede-lhe o direito de ter um subsídio de desemprego e o problema é do Estado.
Se, na vigência do subsídio, faltar às entrevistas ou recusar novo emprego, o problema não é dele. As suas habilitações arduamente conquistadas concedem-lhe o direito de escolher emprego compatível e o problema é do Instituto do Emprego, obrigado a arranjar-lhe ocupação, para não aumentar as listas de desempregados.

Se, por um novo improvável absurdo, ficar fora do esquema, o problema não é dele, que o estatuto de cidadão com todos os direitos concede-lhe o direito ao rendimento social de inserção.

Que constituirá uma renda perpétua, pois o cidadão tem direito à existência! …

Renda paga pelos portugueses e não, como devia ser, pelos autores desta celerada lei, fautora da indisciplina, do laxismo, do não te rales, da irresponsabilidade mais absoluta, fomentadora da exclusão social!..

Por uma vez, tenho direito à indignação, com todas as letras: P.... que os pariu!...”

UMA PROFESSORA

[Desconheço a autoria]

20080301

Leiam o que disse o jornalista João Gobern,


... no programa "Pano para mangas" da Antena 1, no dia seguinte ao programa "Prós e contras" de 25/2/08...

[just one click]

Ao sr. da CONFAP

“Os professores também são PAIS e é, também por isso, que não podem deixar de dizer NÃO a este modelo de escola! Quantos pais, pais mesmo, individualmente considerados, associados, representa o " nós" tantas vezes proferido pelo senhor da Confap para se considerar representativo de todos os pais deste país? Eu sou pai e NÃO me revejo nas suas posições! Como se atreve a falar em meu nome?!”

João Luís

Imagem do Kaos a par com o excelente texto O papá marioneta