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20081122

Até que enfim uma boa notícia!!!

Notícia no SOL
"«A lei prevê a abertura do processo disciplinar a quem não cumpra determinados deveres legais e o de avaliar é um deles. Mas isso não basta, é preciso também que estejam asseguradas as condições materiais para cumprir essa obrigação e acho que não estão», defendeu à Lusa o especialista em direito do trabalho, Garcia Pereira.

Na opinião do jurista, o modelo de avaliação imposto pelo governo aos professores constitui «uma monstruosa montanha de tarefas burocráticas» que obriga os docentes a «deixar de serem professores para serem burocratas da avaliação», o que constitui também uma violação dos deveres de quem é professor.

A maioria dos juristas contactados pela Lusa escusou-se a pronunciar sobre as armas legais que professores e o governo poderão usar para pôr fim ao braço de ferro dos últimos meses, alegando não quererem falar sobre a matéria ou necessitarem de tempo para estudar um processo que consideram complexo.

O próprio Ministério da Educação, questionado pela Lusa sobre as consequências de uma recusa - expressa ou tácita - dos professores em fazer a avaliação, escusou-se a qualquer referência ao procedimento disciplinar, assumindo apenas como consequência legal dessa recusa a não progressão na carreira.

Apesar disso, a lei é clara quanto à possibilidade de ser aberto um processo disciplinar a quem recusar a avaliação: «Há uma violação do dever de zelo e até do de lealdade e isso permite abrir um processo disciplinar. Se assim não fosse, havia uma subversão da ordem hierárquica», afirmou à Lusa o especialista em direito administrativo Rodrigo Esteves de Oliveira, advogado do escritório Vieira de Almeida e Associados.

Tal como Garcia Pereira, este jurista defende que, em abstracto, a pena disciplinar resultante da violação do dever de zelo por não executar a avaliação (prevista na lei) beneficia de condições atenuantes, como a de os professores alegarem que a avaliação «põe em sério risco a preparação das aulas».

Mas ressalva que isso é algo à posteriori, que se analisa depois de abrir o processo disciplinar, e que para esta abertura basta existirem «indícios de incumprimento» de um dever, neste caso a obrigação que a lei impõe aos professores de realizarem a avaliação.

Outro dos cenários possíveis a breve prazo, e que já foi anunciado pela Plataforma Sindical, é a realização de uma greve de professores nos dias em que está marcada a avaliação de alunos no primeiro período.

«Admito que seja possível ao governo requisitar os serviços mínimos, alegando que a greve pode perturbar gravemente a programação do ano lectivo», defendeu o jurista Rodrigo Esteves Oliveira.

Mas Garcia Pereira questiona: «E se o governo decretar a requisição civil e os trabalhadores não cumprirem, o governo vai instaurar processos disciplinares a 120 mil professores?».

Em termos práticos, seria difícil aos professores requisitados para serviços mínimos conseguirem fazer uma avaliação dos alunos no primeiro período, e que não se baseia apenas em resultados objectivos de testes de avaliação.

O especialista em direito do Trabalho Garcia Pereira critica ainda a forma como o Ministério da Educação tem conduzido o processo de avaliação dos docentes, ao defender que «apostou numa solução manifestamente errada» e ao «confundir firmeza com teimosia».

«Sou professor há 33 anos e defendo um sistema de avaliação, tal como a grande maioria dos professores. Mas este sistema está todo errado e tem levado ao isolamento crescente da ministra da Educação», conclui. (Lusa / SOL)"

20080910

Objectivos Individuais

Disseram-me:

- Tens de apresentar, até ao fim do mês, os teus objectivos individuais.

- Mas em que termos? Como?

- Desenrasca-te!

Não é a primeira vez que isto me acontece. Era eu operário fabril:

- Vai buscar peças ao armazém!

- Mas que peças?!

- Não sei! Vai buscar peças! Desenrasca-te!

20080403

'A agenda oculta da educação (parte IV) – O destino final'

"(...) Como tal há que rentabilizar o sistema. Há que reduzir os custos e apresentar resultados uma vez que o financiamento do sistema será feito não apenas em função dos alunos a frequentar as escolas, mas também em função dos resul­tados que estes apresentarem por comparação aos resultados nacionais.
Essa rentabilização poderá passar por – contratação de professores em início de carreira com contratos precários (manterão alguns titulares para dar a apa­rência de garantia de qualidade – talvez assim se perceba o que a ministra quis dizer que 10% de professores titulares seriam suficientes e que os 30% do pri­meiro concurso eram uma benesse!); cobrança aos pais de “serviços extra” (ir buscar/levar a casa, lanche a meio da tarde, ensino de música, desporto, dança após o tempo lectivo), guarda dos alunos para além da hora estabele­cida, actividades em férias, etc… A escola a tempo inteiro que agora está a ser ensaiada destina-se a criar hábitos e a mentalizar a população dessa necessi­dade. (...)"
Tal como o texto anterior, também este, deve ser lido no seu local de origem e na íntegra. Este, é muito mais duro, suponho ... a mim, assusta-me sentir que o que é dito é verdade nua e crua. Mas nem por isso viro a página. Depois deste conjunto de quatro textos, parece-me que seria importante debater, entre pares, qualquer uma das questões. Com o apoio e participação de quem se interessar. E ao que nos é dado a ler, há mais interessados e fortemente envolvidos do que os próprios professores, pais ou alunos.
Não sei ... Cá estaremos. Alerta e sem ceder (alguns de nós).

'Avaliar a fingir?' por António Mendes

«"Todos sabemos que não há qualidade sem avaliação, mas nem todos percebemos como é difícil controlar interesses e critérios nem que tempo é preciso para definir objectivos, para desenvolver e testar meios de avaliação rigorosos.

Os professores e educadores são avaliadores experimentados, sensíveis às características de uma avaliação séria tempo, instrumentos seguros, avaliadores qualificados, imparcialidade.

Ora, essa experiência diz-lhes que a avaliação proposta pelo Ministério da Educação não oferece nenhuma destas garantias e que, portanto, deveria ser suspensa e substituída.(...)» [António Mendes, JN]
Texto muito simples, directo, claro, ... que descobri noCantinho da Educação (

20080328

AVALIAÇÃO DOS DOCENTES APLICADA À SAUDE

Já que muitos jornalistas e comentadores defendem e compreendem o modelo proposto para a avaliação dos docentes, estranho que, por analogia, não o apliquem a outras profissões (médicos, enfermeiros, juízes, etc).

Se é suposto compreenderem o que está em causa e as virtualidades deste modelo, vamos imaginar a sua aplicação a uma outra profissão, os médicos.
A carreira seria dividida em duas: médico titular (a que apenas um terço dos profissionais poderia aspirar) e médico.
A avaliação seria feita pelos pares e pelo director de serviços. Assim, o médico titular teria de assistir a três sessões de consultas, por ano, dos seus subordinados, verificar o diagnóstico, tratamento e prescrição de todos os pacientes observados. Avaliaria também um portefólio com o registo de todos os doentes a cargo do médico a avaliar, com todos os planos de acção, tratamentos e respectiva análise relativa aos pacientes.
O médico teria de estabelecer, anualmente os seus objectivos: doentes a tratar, a curar, etc. A morte de qualquer paciente, ainda que por razões alheias à acção médica, seria penalizadora para o clínico, bem como todos os casos de insucesso na cura, ainda que grande parte dos doentes sofresse de doença incurável, ou terminal. Seriam avaliados da mesma forma todos os clínicos, quer a sua especialidade fosse oncologia, nefrologia ou cirurgia estética...
Poder-se-ia estabelecer a analogia completa, mas penso que os nossos 'especialistas' na área da educação não terão dificuldade em levar o exercício até ao fim.
A questão é saber se consideram aceitável o modelo? Caso a resposta seja afirmativa, então porque não aplicar o mesmo, tão virtuoso, a todas as profissões?

recebido por mail

20080327

'Como podem os professores derrotar esta legislação'

QUE ESTRATÉGIA ADOPTAR ?

A mesma que Gandhi adoptou contra o todo poderoso Império Britânico, aplicando o célebre princípio… “contra a força… haja resistência… passiva”.

Ou seja: a) A ministra quer que sejam as escolas a criar os seus próprios instrumentos de avaliação…; b) Que sejam as escolas a adoptar os seus próprios calendários…; c) Que sejam professores a avaliar outros professores…

ESTRATÉGIA:

1º. Braços caídos… nada fazer…
2º. Protelar indefinidamente a elaboração dos materiais
3º. Negar-se a avaliar…
4º. Negar-se a ser avaliado desta forma…
5º. Criar um ambiente de calma nas escolas… Deixar que seja a ministra a enervar-se…
6º. Deixar que tudo vá correndo sem que nada seja feito…
7º. Resistência passiva…sempre… sempre…sempre…

Que pode a ministra fazer fazer-nos?
Instaurar processos disciplinares a 140 000 professores? Assim seja!!!
Esta é a minha proposta.

Aplicar os princípios de Gandhi a esta avaliação.

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NOTA FINAL

Chamaria a atenção para aqueles “colegas” que “mais papistas que o papa” querem mostrar serviço, desejosos que reparem neles, provavelmente esperançados em benesses em futuras directorias das escolas, ou quem sabe, em futuros cargos políticos, sabe-se lá... O seu entusiasmo em fazer cumprir aquilo que está errado e que afronta toda a classe, não é um bom exemplo pedagógico e, já agora, lembrar-lhes-ia o episódio da História das Guerras Lusitanas, quando aqueles que, por meia dúzia de moedas, assassinaram Viriato à traição, as foram receber junto do Senado Romano, lhes foi dito que “…Roma não paga a traidores”.

Para bom entendedor…

Por Francisco da Silva, Professor

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Para ler o documento completo basta clicar aqui ou ali ( PDF )

20080320

Esquema simplificado da avaliação de professores


"Finalmente alguém me conseguiu esquematizar e explicar de uma forma simples e estruturada como vai funcionar a avaliação dos professores.

Não é nada complicado!!!!!!!!!"

[não sei quem é o autor, recebi por e-mail]

20080312

Um rombo na Avaliação

Então s’tôra, sempre é verdade que tem de nos passar a todos para ter boa nota? (Paulo Guinote em Efeitos Perversos da Avaliação">Os Efeitos Perversos da Avaliação)


20080301

Inquérito no público - Há que contribuir!!!

1 - Sim 78%
1661 votantes
2 - Não 22%
470 votantes
Total de votantes: 2131
Cada leitor só pode votar uma vez. Caso vote uma segunda vez, o segundo voto irá substituir o primeiro. Este inquérito não obedece aos critérios de validade científica das sondagens e não pretende representar com rigor as opções do público em geral nem as dos utilizadores da Internet. Ele tem um valor meramente indicativo das preferências dos nossos leitores.

20080228

Sim, Sra. Ministra!

"A ministra da Educação acusa os sindicatos e os partidos da oposição de estarem a empolar e a deturpar a questão da avaliação de professores e de com isso contribuirem para o clima que se vive no sector." (RTP Online)

Empolar a questão? Deturpar a questão??? Que grande descaramento!!! [Abstenho-me de insultar porque sinceramente, ela merece!]



Vídeo da RTP AQUI

20080213

Avaliação

Vamos levar isto com alegria! As coisas estão a levar um caminho sem pés nem cabeça!

A avaliação dos professores tornou-se, afinal, no melhor indicador para avaliar o Ministério da Educação. Pela boca morre o peixe!

imagem recebida por e-mail

20071029

Vai dar bronca ...

"Em comunicado, a federação atesta que aquele modelo “promove a burocratização de procedimentos, abre portas à subjectividade e foi construído para penalizar os professores ao nível da sua carreira”. Em causa está, asseveram os docentes, uma imposição da “periodicidade bienal” a “um conjunto excessivo de procedimentos administrativos (preenchimento de inúmeras fichas com dezenas de itens, 500 mil observações anuais, 150 mil entrevistas e reuniões entre avaliados e comissões), concentrando as principais tarefas de avaliação numa só pessoa e fazendo incidir os momentos mais relevantes da avaliação em períodos sensíveis do ano, como o final de um e o início de outro. A Fenprof frisa que “o Governo introduz nas escolas focos de instabilidade indesejáveis”, agindo de modo “irresponsável” ao avançar para um processo tão complexo e de consequências desconhecidas sem ponderar um período experimental." (Carla Teixeira, O Primeiro de Janeiro)

20071025

"Governo aprova regras de avaliação dos professores"

Parafraseando ...
"A prova que me faltava
Por CF-ex-votante (arrependido) no PS, Covilhã
Agora sim, tenho a certeza. Afinal, há um sistema lógico diferente do meu, onde os imbecis são os iluminados.
Até que enfim...
Por José, Odivelas
Até que enfim...Estávamos à beira do abismo e estes senhores do ME fizeram-nos dar o passo em frente. Bem hajam...
avaliam tudo menos a competência para ensinar...
Por o céptico, a minha terra"
Querida Milu [minha vizinha], contigo à solta, mais vale estar presa! Beijinhos!

20071015

A junta ataca outra vez (escusado será dizer que a vítima é professora)

"(...) Tinha 35 anos quando entrou na menopausa. A dor crónica não esclarecia os médicos. Diziam-lhe "que era isto, que era aquilo". Já tinha "uma fissura numa costela" quando lhe foi diagnosticada osteoporose. A densidade óssea foi diminuindo, outras fissuras nas vértebras apareceram. Há nove anos, dispensaram-na da função lectiva.

A incapacidade para leccionar foi o ano passado confirmada pela Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), com uma recomendação de pedido de reforma por invalidez. Convocada para a junta médica da Caixa Geral de Aposentações (CGA) a 21 de Novembro de 2006, levou exames e relatórios de médicos que a assistem: o de psiquiatria e o de osteoporose.

Volvidos 15 dias, soube que a junta lhe recusara a reforma. Ficou "revoltada". "Como podiam aquelas pessoas, que não me conhecem de lado nenhum, pôr em causa a palavra de médicos que me acompanham há tantos anos?", questiona. (...)" (Público apud Manchete/SPGL)

Para ler a transcrição do artigo clique na imagem

20071013

A caça às bruxas está mais do que preparada digam o que disserem

"Não se pode insultar as pessoas", reforçou Rui Pereira.

A norma citada, relativa a ofensas a órgãos de soberania, contudo, tem sido questionada por alguns juristas, nomeadamente por Vital Moreira e pelo próprio Clemente Lima, que entendem que ela pode pôr em causa a liberdade de expressão e que não merece acção penal. "
Inspector-geral da Administração Interna deixa vários recados no caso da Covilhã Público 13-10-2007 6

E na pesquisa sobre "ofensas a
órgãos de soberania" aparece NOVAMENTE o caso Guimarães:
«Uma outra hipótese será a invocação de um artigo da lei, datada de Agosto de 1974, que ainda rege o direito de reunião. Esta norma estabelece que "serão interditas as reuniões que pelo seu objecto ofendam a honra e a consideração devidas aos órgãos de soberania". Ou seja, os manifestantes teriam desobedecido a uma ordem da PSP, fundamentada nesta norma, por estarem a insultar o primeiro-ministro.
Quer o entendimento de que é irregular uma manifestação ocorrida sem aviso prévio, quer o entendimento de que é legítima a interdição de uma manifestação por ofensas a órgãos de soberania, são contudo duvidosos, na medida em que estes preceitos colidem com direitos superiores tutelados pela Constituição, como a liberdade de expressão e de manifestação.
É esta a tese do constitucionalista Jorge Miranda, bem como do próprio inspector-geral da Administração Interna, Clemente Lima. Num artigo intitulado "Reuniões, manifestações e actuação policial", de 2006, Clemente Lima defende o direito de reunião "sem necessidade de qualquer autorização". E acrescenta parecer "claramente inconstitucional" o artigo que proíbe "reuniões que pelo seu objecto ofendam a honra e a consideração devidas aos órgãos de soberania e às Forças Armadas".
Protesto ocorreu em Outubro de 2006, durante um Conselho de Ministros, e teve como alvo principal o José Sócrates"» (Público aqui)


20071012

A tal história ...

... do sucesso dos alunos = sucesso dos professores [que melhor maneira de avaliar de repente todos os professores de Portugal semeando divisão?]

Imagem original aqui
«Testes nacionais intermédios alargados no ensino básico e secundário

O Ministério da Educação anunciou hoje que vai permitir [comu ce içu foçe uma coisa boua] já este ano lectivo a realização de testes nacionais intermédios a Matemática no ensino básico e a Física e Química A e Biologia e Geologia no secundário.

"Os testes intermédios são instrumentos de avaliação disponibilizados às escolas e que os professores podem utilizar [munto obrigadu], quer para avaliação dos seus alunos quer como elementos de apoio ao ensino e aprendizagem [porce os manoais num préstão é qlaro]", lê-se num despacho assinado hoje pelo secretário de Estado da Educação, Valter Lemos. (...)» (12.10.2007 - 19h45 Lusa/Público)